Segundo o tucano, é "hora de ouvir" e "os partidos políticos que quiserem se recompor com o povo têm que chegar mais perto do povo e sentir qual é a demanda".
Sociólogo, ele alfinetou possíveis explorações políticas desses protestos, sendo que os movimentos têm se caracterizado justamento por rechaçar vinculação partidária.
"Acho que quem quiser tirar proveito disso já perdeu. Não é um momento político, é social. Quem pensar que vai dirigir essas camadas não vai", disse.
"Acho que a carestia é o principal problema sempre. Depois vem o resto. Reclama do preço do ônibus. Por quê? Por causa da carestia. Reclamam da saúde. Por quê? Por causa do mau atendimento nos hospitais. Enfim, há também fatores políticos, como a corrupção. É um conjunto. E não é dirigido a uma pessoa. É geral, há uma insatisfação", completou.
Para o ex-presidente, o movimento indica aos governantes que "as coisas não estão tão bem quanto eles pensam". Ele disse ainda que a ação é positiva mesmo que não tenha uma linha específica, contemplando várias reivindicações.
Aécio Neves disse que o movimento não pode ser apropriado por ninguém. "Uma questão é clara: o Brasil róseo, festejado na propaganda oficial, Brasil sem miséria, de educação de qualidade, com empresas públicas batendo recorde de produção, esse Brasil que nós dizimamos irreal ficou claro que não existe", disse.
Para o tucano, os protestos representam um "sinal claro que o Brasil não precisa cuidar não apenas fazer propaganda, mas cuidar efetivamente dos problemas que afetam a vida das pessoas".
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
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